Este texto pertence a um projeto paralelo que eu tenho, raramente divulgado (apenas para evitar problema e perguntas desnecessárias), espero que gostem, e saibam que 'um escritor sem imaginação é apenas um ser qualquer'.
Ele apertou os meus seios com força, me fazendo gemer mais alto do que deveria, enquanto dirigia a outra mão para o resto do corpo, eu estava tão embriagada daquela vontade, que não pensei duas vezes em arrancar o resto da roupa que ele ainda vestia. Por alguns instantes eu apenas observei enquanto ele dirigia o corpo vagarosamente abaixo da minha cintura, não fosse a surpreendente sensação da língua dele passando por mim eu poderia ficar apenas olhando. Não fossem todos os arrepios que me eram causados e toda a vontade que eu tinha de tragar todo aquele desejo, eu ficaria tranquila.
Não conseguia diferenciar as diversas sensações que passavam por mim, era tudo tão calmo e prazeroso, que eu achei que deveria causar o caos, agarrar a cabeça dele com um pouco mais de força que o normal e fazê-lo me beijar, mesmo com o gosto estranho que eu tenho, não sei, na verdade, como ele conseguiu manter a língua tanto tempo sentindo isso. Segurei nas costas dele com as unhas enquanto ele colocava-se dentro de mim mais uma vez, lembrei-me da última vez que aquilo acontecera e agradeci ao tempo por ter passado.
Ele se movimentava devagar, me dando cada vez mais vontade de gritar, não tinha pressa, tão seguro e calmo, que eu me senti uma idiota. Deixei que ele fizesse o que queria, sem assumir o controle, deixando rolar. Eu me dei conta que dava pra sentir-se extasiada sem haver um solo de bateria, guturais ou guitarras pesadas, dava pra levar no ritmo bossa-nova.
Depois que ele se experimentou as medidas de força e velocidade que precisava para me fazer gemer e agarra-lo, deixou que eu engolisse toda a satisfação que jorrou dele. Havia centenas de perguntas que eu queria ter feito, mas eu deixei que o liquido quente e espesso que descia pela minha garganta me dar todas, ou pelo menos grande parte, das respostas.
Nós nunca sabemos o que destino quer da gente, nunca sabemos pra onde vamos, só de onde viemos e o que passamos pra chegar ali. Todavia, se ele fez a vida mudar tanto dessas semanas pra cá, deixe que ele faça o que tem que fazer, deixe que as águas rolem, porque se aconteceu alguma coisa tão diferente e intensa assim é porque nós merecíamos, se o ritmo mudou, o acorde é outro, que aproveitemos a nova música.
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