terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

back to her.

(Primeiramente: BEM-VINDOS ! Num segundo momento: desculpem a minha ausência, está tudo mudando rápido demais e me deixando sem tempo algum para postar. E por fim, aproveitem este texto saído agora da minha cachola.
Ps: Leiam ao som de 'Back to black' da Amy Winehouse)

Eu podia sentir os dedos dela acariciando a minha cabeça, mas eu insistia em dormir para poder misturar aquele momento com o meu sonho, fazendo dele muito mais intocável. Senti  a coberta se mexer e acordei querendo encontrar seus olhos, mas ela não se encontrava mais ali, estavam apenas lembranças da noite passada jogadas no chão e embaralhadas na minha cabeça.
Esfreguei meus olhos com força e esperança de que quando os abrisse ela pudesse estar ali com uma xícara de café na mão me dizendo “bom dia’’, mas não, não era do feitio dela. Coloquei a primeira roupa que encontrei pelo quarto e sai pela casa em busca de alguma coisa que pudesse confortar a sua ausência, algum bilhete, algum fio de cabelo na minha escova, mas nada, absolutamente nada.
  Durante a noite passada assistimos a uma peça de teatro amador, comemos comida japonesa para que ela parasse de insistir e fomos ao meu bar favorito pra ela ganhar toda a cena dançando como uma cigana. Voltamos pra casa completas e satisfeitas, como se nós fossemos nosso próprio mundo.  Trocamos promessas, juramos reinos e fizemos planos, mas ao acordar; bom, ao acordar nada é do mesmo jeito, somos sempre um dia mais velhos, a noite antes é só um amontoado de coisas que foram.
Terminei de coar meu café, mesmo fazendo 26ºC as 7 da manhã eu insistia em tomar aquilo, era uma das coisas que ainda nos mantinha ligadas, o gosto por café forte, cerveja amarga e discos de vinil. Ela gostava de deixar alguma música na minha cabeça no outro dia, alguma que ela sabia que eu iria escutar mais tarde pra lembrar-me dela.


Lavei o rosto e recolhi cada pedaço de Valerie entornados no chão e na minha mente.

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