(Primeiramente: BEM-VINDOS ! Num segundo momento: desculpem a minha ausência, está tudo mudando rápido demais e me deixando sem tempo algum para postar. E por fim, aproveitem este texto saído agora da minha cachola.
Ps: Leiam ao som de 'Back to black' da Amy Winehouse)
Eu podia sentir os dedos dela
acariciando a minha cabeça, mas eu insistia em dormir para poder misturar
aquele momento com o meu sonho, fazendo dele muito mais intocável. Senti a coberta se mexer e acordei querendo
encontrar seus olhos, mas ela não se encontrava mais ali, estavam apenas
lembranças da noite passada jogadas no chão e embaralhadas na minha cabeça.
Esfreguei meus olhos com força e
esperança de que quando os abrisse ela pudesse estar ali com uma xícara de café
na mão me dizendo “bom dia’’, mas não, não era do feitio dela. Coloquei a
primeira roupa que encontrei pelo quarto e sai pela casa em busca de alguma
coisa que pudesse confortar a sua ausência, algum bilhete, algum fio de cabelo
na minha escova, mas nada, absolutamente nada.
Durante
a noite passada assistimos a uma peça de teatro amador, comemos comida japonesa
para que ela parasse de insistir e fomos ao meu bar favorito pra ela ganhar
toda a cena dançando como uma cigana. Voltamos pra casa completas e
satisfeitas, como se nós fossemos nosso próprio mundo. Trocamos promessas, juramos reinos e fizemos
planos, mas ao acordar; bom, ao acordar nada é do mesmo jeito, somos sempre um
dia mais velhos, a noite antes é só um amontoado de coisas que foram.
Terminei de coar meu café, mesmo
fazendo 26ºC as 7 da manhã eu insistia em tomar aquilo, era uma das coisas que
ainda nos mantinha ligadas, o gosto por café forte, cerveja amarga e discos de
vinil. Ela gostava de deixar alguma música na minha cabeça no outro dia, alguma
que ela sabia que eu iria escutar mais tarde pra lembrar-me dela.
Lavei o rosto e recolhi cada pedaço de Valerie
entornados no chão e na minha mente.
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