não foi a vida que me ensinou, foi você.
tentei começar isso e comecei. Não da maneira ideal, não com um tempo reservado pra fazer primeiro a minha obrigação e depois a minha diversão. Até porque, isso não é divertido. Só afins de confissão, estou fazendo isso no meio do horário de trabalho, porque, mais uma vez, as paredes vão me engolir.
e aqui, peço desculpas. Não foi assim que você me ensinou.
Eu tenho feito tantas coisas da maneira que eu acho que tenho que fazer e não como você me disse, que eu tenho medo de esquecer como foi que eu aprendi. Tenho medo de esquecer a cor dos teus olhos, a textura da tua pele e o timbre da tua voz. Mas, ao mesmo tempo, lembro de tantos pequenos detalhes: da tua xícara vermelha, da última piada que te contei, das nossas poucas palavras e muitas risadas.
Eu que li tanto, vejo tanto, não tenho coragem de ler duas palavras e duas datas escritas num pedaço de pedra. Porque eu sei, que se eu ler o decreto da tua ausência, eu vou ser preenchida pela falta.
E aqui, peço desculpas.
a memória e a lembranças são duas irmãs. duas filhas de uma mesma mãe chamada Saudade.

