Mote do texto: hoje, oito, dia de Oxum.
das mulheres e das flores que vivem sobre a água, eu aprendi uma só lição: admire, mas não pise.
O diabo podia ter lhe dado os olhos, o corpo, os cabelos e o que mais que fosse. Mas, ele não havia lhe dado a alma, muito menos o coração.
O coração era de Oxum. Ela querendo, ou não, era dotada da maior capacidade de amar que eu havia visto.
Amor ingênuo, quase cego. Os olhos? Malditos sejam. Podiam me seduzir com tal força que eu duvido muito que não pudessem me matar.
A boca doce, de mel, que cada palavra é um feitiço. Falava manso, só que com firmeza invejável. Sabia o que fazer das palavras. Particularidade além, era só mesmo sua obediência à Oxum. Filha da feiticeira, da Rainha. Tão particular e tão uma da outra, que a devoção a fez quem era.
Podia ser Rita, mas também era Capitu, que foi Bárbara, mas que de vez em quando era Valerie, que ao mesmo era Beatriz, todavia, ela era todas juntas e nenhuma delas.
Era o diabo em mulher, aquela filha da Lua, aquela d'Oxum.
Ora ye ye ô, Oxum!

Ai, mano. Bem que vc podia sentar e escrever alguma coisa comigo um dia.
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