sexta-feira, 27 de julho de 2012

su una zingara putana.


A chuva bate na janela, a música faz os nossos corpos se adaptarem ao clima. De dentro pra fora, queima.

E me arranha, me arrasta e me faz querer explorar teu corpo, a tua pele, teu mais profundo prazer.
Me faz descobrir cada tipo de arrepio teu e de quantas formas você pode deixar marcas em mim, ou de quantas formas podemos desmanchar a cama com os nossos corpos . Me agride, me ama, corrompe meu corpo, os meus limites, as minhas entranhas, que agora são tuas. Faz-me a tua mulher, só tua.
E quando acabar me deixa ali, no maximo deita nos meus seios. Não fala, não comenta, levanta e faz um café. Forte. Pra tirar esse gosto de porra da boca.
Não vem me falar do passado, dos problemas, eu sei de todos, eu já te li.
Olha pra mim, entregue aos desejos na tua cama. Olha pra mim com aqueles teus olhos de ressaca e pensa que eu sou diferente delas. Que me quer de volta quando sente o cheiro do meu xampu de mel nos teus lençóis, que não te enjoa .
Enquanto eu me visto, fala dos meus olhos de cigana obliqua. E sabe que não vai precisar de mais nada pra eu querer voltar.

Quando ela beijar a tua boca e fechar a porta, olha pro quarto. Olha pro estrago que te causa, até a tua xícara ela usou.

- Esqueceu os brincos. – sente-se patético ao cair no joguinho dela , já que ela terá que voltar.

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