Numa manhã dessas cinzentas onde o dia parece transpirar tristeza, ela acorda bem. Num dia desses onde qualquer pessoa normal teria o desprazer de levantar da cama, ela se coloca de pé rápido, abre a cortina e respira fundo - Ah ! - tem cheiro de geada, a grama está totalmente queimada e o sol está despontando no horizonte timidamente.
Os pães já estão em cima da mesa e a cafeteira ligada, tem um bilhete preso no cacto em cima de mesa 'dormias tão lindamente que não quis acordar-te, até o almoço minha pequena. Amo você'. Sorriu e pensou em tamanha sorte que tinha por ser tão cuidada. Tomou o café e lavou alguns pratos que estavam na pia, voltou-se a deitar.
Ouviu a porta abrir, seu coração acelerou ridiculamente. Então o viu, ali de pé, com cheiro de chuva da rua, parado na soleira da porta, carregando uma grande maleta na mão.
- Pois não ? - ela disse sentindo as bochechas corarem por ter se apresentado de pijama.
- Olá ... É me desculpe senhora... eu queria... - o homenzinho estava nervoso, era um de seus primeiros trabalhos e a situação realmente era constrangedora.
- Alguma encomenda ? - disse ela dando passos de bailarina até a porta.
- Na verdade sim, a senhora pode me deixar entrar? Está meio frio aqui fora - pretexto.
- Oh sim, me desculpe, só de deixe por algo mais adequado. - disse indo até o quarto. Voltou em menos de minuto.
- Do que se trata, moço ? - gritou descendo as escadas. Estranhou não ter ouvido resposta. - Moço ?.
Mesmo com luvas, eu pude sentir a pele macia dela, mesmo com toda a experiencia e treinamento, eu senti seu halito fresco e o cheiro doce que vinha do pescoço dela. Passei a mão pelos seus seios, não era esse o meu prazer, olhei diretamente nos olhos dela e ali encontrei. Medo, pavor, confusão. Enfiei-lhe o punhal docemente no coração, e virei-o para que não houvesse dúvida. Adeus Valerie.
Senti as unhas dela quase arrancando minha pele. Tive de acorda-la.
- Querida ! - a sacudi antes que ela realmente me machucasse.
- Não, por que ? Não, por favor - ela acordou dizendo entre soluços.
- VALERIE ! - eu estava preocupado, ela parecia não estar conseguindo acordar.
- Martin...Oh Martin, você está aqui - ela me agarrou com força.
- Sim meu anjo, estou. Foi só um pesadelo - eu a deitei no meu peito.
- É foi só isso - ela pareceu acalmar-se.
- Quer me contar ? - seja lá o que ela tenha sonhado, realmente a assustou.
- Não.
Abracei-o tão forte que achei que quebraria suas costelas. Eu tinha que sentir, fisicamente, que nós estávamos juntos. 'Foi só um pesadelo, um maldito pesadelo' repeti a mim mesma. Agarrei-me nos cabelos dele e olhei-o nos olhos, aquilo não me bastou, cheguei perto da orelha dele 'eu te amo tanto' . Nós nos beijamos e eu entendi completamente a resposta.
By Hanna Loureiro!!!
ResponderExcluirAcho que sei que cidade é essa kkkk!!!
Muito bom dona mocinha =D
I like (y)
UHASDUHAUDHAUHDAUH muito parecido com algum lugar que eu conheço bem. Obrigada guria, volte sempre que quiser *-*
ResponderExcluirEm tempo... Muito bom...
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