sexta-feira, 22 de junho de 2012

3x4


 Eu, não ela, nem Valerie, nem prostituta ou cigana alguma. 

Eu como uma ferida aberta, como uma casa de porta escancarada. 

Eu e meus traumas, minhas barreiras, e depois delas, eu e meus sentimentos. 

Meu ego, tão somente o meu egoísmo, na fria e inabalável da minha intimidade. 

Eu quem ? 

Eu não mais minha, não mais café e música, não mais livros e insonia.

 Eu sua, doce, carente, sensível, bem como na insegurança quente e esquecida do meu amor. 

      Um pé atrás. Quem sabe dois.

 Não, não o corpo todo  em cima do muro, olhando pro eu-teu e pro eu-meu. 

Eu-meu orgulho d'entre lágrimas, problemas, estresse, karma e sangue 

Eu-teu forte, apaixonado, arisco, devotado. 

Eu tantas, que quer ser tua, mas no desejo de ser se possível minha.

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