narrativas orgânicas, feridas escritas, poemas que salvaram e tiraram a minha vida.
terça-feira, 17 de abril de 2012
fumo sull'acqua.
e entende, que não são os teus presentes, não são as tuas palhetas no chão do meu quarto ou a culpa que eu sinto toda vez que acendo um cigarro, não são as dores, nem as traições que guardo. São as tuas mãos no meu rosto, os teu olhos úmidos quando dizias que não poderia me dar tudo que eu merecia, são aquelas velhas e quem sabe mentirosas juras de amor que me fazia, são os meus dedos no teu cabelo bagunçado e sem corte, são as músicas que embalavam nossa relação entre pólvora e esqueiro. SÃO e não ERAM, porque ainda vivem, aqui sabe, num canto escondido, num lugarejo cheio das lágrimas, numa ruazinha estreita com uma macumba no final, onde você desvia da magia, com receio que eu tenha aceito a proposta de alguma cigana obliqua e tenha deixado ela me trazer o amor perdido em 2 dias ou 2 meses, com medo que eu não tenha superado, pego o primeiro bonde, e tente voltar pras tuas melodias folk-progressivas.
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a gente sempre pega o bonde e desce a ladeira explodindo de amor, no final. por mais trágicos que tenham sido os traumas.
ResponderExcluiressas experiencias que a gente passa e repassa sem perceber :T
ResponderExcluir"SÃO e não ERAM, porque ainda vivem" isso é o que mais dói!
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