- Apague a luz – ele ordenou.
- Você vai mesmo fazer
isso ? Eu não me lembro de ter concordado.
–Cale a boca Valerie,
cale a porra da boca e me deixe em paz.
–Eu não vim aqui pra
tirar sua paz, baby. Eu vim pra animar as coisas,como sempre.
- Eu não preciso de
você.
- Isso é o que nós
vamos ver.
- Ajoelhe-se.
Passou as unhas ao longo da minha coluna me fazendo arrepiar.
Lambeu os meus seios, o meu pescoço, as minhas orelhas e os piercings recém-colocados
nelas. Me fazendo molhar a virilha.
-Deite-se. – eu consenti, ouvi-o andar até o criado mudo e
abrir a gaveta.
-Coloque as mãos pra trás. - eu sabia o que ele faria, mas
mesmo assim era difícil de aceitar o papel. Ele passou as algemas nos meus pulsos
e amarrou meus tornozelos. Meu corpo pulsava.
Ele apoiou as coxas dele nas minhas e enfiou o mais fundo que conseguiu, me fazendo gritar de prazer.
Segurou a minha cintura com as pontas dos dedos, dotando-se de uma conflituosa
delicadeza agressiva.
- Chega desse show de
horrores. Eu quero agir.
- Ah ! Maldição ! – eu gritei em meio ao êxtase,
contradizendo o meu papel de submissão, eu não acostumada a ser controlada,
afinal. Ele curvou o corpo até chegar perto o suficiente do meu ouvido e me
fazer inalar o seu cheiro de adrenalina inebriante.
- O que foi que você disse, vadia ? - ele tinha agora voz
firme e desafiadora – você não está gostando ? Bom, as coisas vão ficar piores
pra você então. – Ele puxou-me pelas algemas, me colocou ajoelhada mais uma vez
e ficou em pé diante de mim, segurando os meus cabelos, dominando os movimentos
que fazia com a minha boca.
Os movimentos eram intensos e seguiram-se por alguns
minutos, até que o líquido dele fosse jorrado em mim. Ele abriu as algemas e
desatou a corda dos meus pés.
- Excelente,você não usou a palavra de segurança nenhuma
vez. – ele disse casualmente, pegando uma cerveja que estava no frigobar. – Vai
uma ? - eu assenti e ele me arremessou a cerveja, precisava hidratar a garganta com algum álcool para
conceber psicologicamente toda aquela submissão.
- A verdade é que eu me esqueci qual era a palavra. – eu disse
depois de dar um gole profundo na cerveja.
- O meu nome. Simples. – ele sorriu tortuosamente,
sentando-se ao meu lado.
E qual
era a porra do nome dele mesmo ?
A minha garotinha está aprendendo a se divertir sem mim.
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