Posto que é
chama não cabe à ela a eternidade, não lhe desperta o interesse pelo contínuo e
duradouro. O que mais valor tem é o aqui e o presente. Mas ainda que forjada do
fogo, é forte, de ferro, valente. De sangue quente, cabeça dura e pés
descalços.
- Dai-me, oh
filha de Marte, a Graça do teu corpo. Da tua pulsação conceda que eu faça
parte. Que da tua pele febril eu seja visita frequente. Dai-me a honra das tuas
carícias violentas receber. Que a satisfação minha, seja às tuas conceder.
Do líquido
quente que dela brota, eu seja dele o mais embriago dos mortais. Que de seu
grito exasperado os meus ouvidos sejam abastados. E que de sua intensa e
impulsiva presença, eu seja, não sempre, mas frequentemente contemplado.
Amém.
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