Não sei até quando meu fígado vai aguentar as decepções que a vida me apresenta, não sei até quando meu estomago estará aqui para aguentar minhas crises ou quantas lágrimas eu ainda terei até as coisas darem certo de vez. Não sei quantos cheiros eu terei que parar de relacionar a lembranças, ou os lugares que eu terei que deixar de ir. Não sei quantas mulheres vão ter que passar pelo meu corpo pra eu encontrar alguém que corresponda a expectativa de todas elas. Não sei quantas vezes mais eu terei que ignorar conselhos de pessoas que nada sabem de mim, além do que eu as deixo ver. E quantos porres ainda ? Quantas ressacas ?
Deixo doer, deixo vir a tona e acabar comigo, pra mais uma vez eu aprender a levantar. Pra eu mais uma vez me desencontrar de mim. Meus olhos secaram, não consigo mais pensar, não consigo mais agir. Não sou eu aqui.
3 ou 4 carteiras.
7 ou 8 doses.
Um bilhete no criado mudo, perto da minha meia rasgada, dentro do cinzeiro.
Sentiu minha falta ? Não se preocupe, só vim ver como você estava, não estarei mais aqui quando acordar.
Passar bem
Valerie
MERDA.
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