segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

patience.

     As horas passaram devagar nesses dias, eu estava quase aceitando qe seria diferente, qe nenhum garoto mais iria me fazer mudar, eu mudaria sozinha. Estava convencida de qe você não voltaria e se tornaria só uma lembrança boa e ruim.
      Eu comecei por mudanças físicas: pintei meu cabelo da cor qe eu sempre quis e você sempre criticou, arrumei o quarto, mudei os móveis, pintei as paredes, tirei as fotos do mural e coloqei de volta pôsteres das minhas bandas favoritas. Passei paras as psicológicas: li cerca de 3 livros por semana, sai com velhos amigos, assisti filmes de super-herói sem ninguém me dizer o quanto aqilo era infantil.
     Se não fosse por uma mudança qe eu havia esqecido de fazer, eu estaria a salvo agora. Ainda não consegui decidir se ela é física ou psicologia. Eu deishei a porta aberta.
     E como eu já deveria ter previsto, e não ignorado, você voltou, como solvente em pintura, um tufão em noite de natal, mancha de vinho em roupa nova, acabou com tudo qe eu havia feito.
     Na madrugada passada meu estômago revirou-se de três formas diferentes em 30 segundos, não podia acreditar, o quanto mais você podia ser inconveniente? Se naqele dado instante, um amigo não estivesse comigo, poderia facilmente ter tido uma recaída.
    Mais uma vez eu havia aberto meu coração, jogado as cartas na mesa, havia dito tudo qe estava preso na garganta, e você não havia levado em conta, absolutamente nada.
- Quando é qe você vai me levar a serio? Eu te mandei embora, eu não qeria qe você causasse mais estragos, não era pra você voltar, não era pra eu te ver nunca mais, eu disse isso, eu sei qe disse! – gritei em frente ao computador vendo qe ele falava como se nada tivesse ocorrido.
- Você vai sumir e voltar, se afastar e me abraçar, falar comigo e me ignorar quantas vezes você quiser e eu vou te receber de braços abertos e te entender, sempre ? NÃO ! Você não merece as lágrimas do meu violão, as minhas palavras, muito menos meus pensamentos. Não vou aguentar seus transtornos, você é uma caixa de surpresas ruins.
    Precisamos ser como água e óleo, co-existir, sem nos envolvermos. Devo fechar a porta, preciso de alguém qe saiba das minhas manias e aceite, e não qe as critiqe. Preciso de alguém qe procure saber como eu estou não só pra saber se deve falar comigo ou não, necessito de alguém qe fale comigo principalmente quando eu estou mal. Preciso não precisar de você !
 

' I’m over your hands and I’m over your mouth trying to drag me down and fill me with self doubt. [...] Don't call, don't come by. Ain't no use - you still ask me why. You'll never change


'Uma consciência limpa não significa qe não haja pecado' 

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