segunda-feira, 5 de maio de 2014

dominantur.

Ele segurou a minha nuca com força, pressionou o seu corpo no meu e enquanto eu sentia seus batimentos cardíacos cada vez mais acelerados, os dedos dele percorriam os botões da minha camisa. Vagarosamente nos deitamos no sofá, pois a cama se encontrava fora de cogitação devido a sua distância de dois lances de escadas que teríamos que subir. Seus lábios quentes e úmidos tocaram o meu pescoço, os meus seios e retornaram a minha boca.
Segurei-me na cintura dele com as unhas, causando-lhe arrepio e fazendo com que ele gemesse profundamente. Não consegui conter o impulso de dar a típica gargalhada que continha uma mistura de prazer e ansiedade. Entrelacei minhas pernas nas costas dele, fazendo surgir um olhar desconfiado.
- O que você está pensando em fazer ? - disse a voz rouca que surgia quase inapropriadamente.
- Tomar as rédias, oras. - eu respondi quase ironicamente.
- E você sabe conduzir por acaso, criança ? - a voz dele agora era quase paternal.
- Se você calar a boca, pode ser capaz de descobrir. - eu disse, respondendo aos meus instintos e me colocando por cima dele.
Arranquei a camiseta dele num só movimento, sem parar de beijá-lo, apoiei uma das mãos no seu peito enquanto tirava o cinto e lhe abria o zíper da braguilha, já podendo sentir o volume abaixo do jeans. Enquanto recebia algumas mordidas e apertos nos seios, eu movimentava a minha cintura, fazendo suas têmporas ficarem pressionadas, contidas de algum sentimento que eu não conseguia deduzir com certeza. Tentei pensar no montante de acasos que tornaram aquele momento possível, mas eu estava entorpecida demais para pensar. Depois de sentir o suor descendo a minha coluna, e as mãos dele bem acomodadas na minha cintura, comecei a me deleitar com o prazer oferecido. Até cairmos no chão, não em sinal de derrota, mas de exaustão.
- É, realmente...- ele disse ainda ofegante - você não estava brincando.
- Hahaha - eu não pude conter o riso - por quê diz isso ? - eu realmente queria saber a que ponto ele estava se referindo.
- Acho que algumas pessoas realmente são o que dizem que são, se é que você me entende. - ele respondeu num tom ressabiado.
Eu pensei em responder alguma coisa que exaltaria ainda mais o meu ego, mas resolvi respirar fundo e lançar o meu corpo por cima do dele mais uma vez.
- Você é completamente louca, completamente. - ele disse balançando a cabeça e me beijando.


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