segunda-feira, 19 de julho de 2010

personal sun. /primogênito

Tinha tudo para ser um dia especial para ela. O sol estaria lá, brilhando forte. Toda vez que ela se afastava dele parecia que uma parte dela havia ficado com ele, uma parte importante, seu coração. Ela pensou durante dias sobre o que iria acontecer, só tinha uma certeza: que se sentiria mais aquecida do qualquer outro dia. Faltavam algumas horas para que o sol nascesse, mais ela pensava sem parar, como se aproximaria dele sem que queimaduras graves fossem feitas, ou sem que o brilho a afetasse. O sol nasceu, como havia previsto estava radiante naquele dia, quase a cegando com tanto brilho. Mas de uma hora para a outra, nuvens encobriram aquele dia tão ensolarado, trovões, raios e tudo o que ela não queria estavam ali. Ela ficou sem o sol, sua vontade era de chorar. Chorar como uma criança no escuro sozinha. Era realmente assim que ela se sentia, sozinha. Não havia nada, nem luz, calor ou brilho.
Tudo que ela havia planejado estava perdido, o sol havia ido embora. Ela não chorou porem não é porque não se chora que não se sente dor. A ausência do sol era o fim para ela. Nos dias seguintes o sol não nascera. O ela via eram apenas nuvens, que parecia que nunca iriam embora. Ela queria voltar no tempo, fazer com que o sol nunca tivesse sumido. Ela se sentia arrasada, não havia nada que ela pudesse fazer para tê-lo de volta. Só dependia dele, mesmo para voltar a brilhar.
Os dias sem sol passaram, mas a dor não. Todas vezes que ela pensava nele lágrimas surgiam de seus olhos e deslizavam sobre sua face. Em um momento intenso de dor e frio ela viu um raio de luz, nada que pudesse cessar a falta dele. Então, como magia, o sol voltou pedindo-lhe perdão. Era notável que ele não queria ter sumido, que nunca queria ter a feito sofrer. Agora ela chorava, mas não de tristeza, chorava de alegria de ter o sol consigo outra vez. Alguém havia acendido a luz para a criança, ela não estava mais sozinha, estava amparada nos braços do sol novamente. Ela aceitou as desculpas, porque ela não sabia guardar rancor dele.
A manhã surgiu clara e ensolarada. Um sorriso brotou em seu rosto, ela não tinha noção da ultima vez que tinha dado um sorriso. Quando viu que ele estava lá, forte, magnífico e sendo simplesmente, meu sol particular.

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