Está frio, a minha respiração embaça o vidro a minha frente, lá fora há um céu cinza com nuvens arroxeadas que me dão a impressão que a chuva não irá passar tão depressa. Estou puxando a manga do moleton, para limpar meus olhos lacrimejados. Fitando o nada, me lembro daquela noite em que um meteoro cruzou o céu, as noites estavam mais escuras que o normal naquela época, eu mal conseguia me enxergar. O meteoro clareou e esquentou as coisas por um bom tempo. Um tempo agradável, eu não precisava de mais nada, além dele . Ele mantinha as coisas em ordem pra mim, era feliz com a sua presença, e de alguma forma, parecia que ele também gostava da minha, mas de uma hora pra outra, a vida resolveu tira-lo de mim. Não suporto a ideia de viver sem ele, as noites voltaram, como sempre: frias e longas. Eu não quero ter que pedir conforto ao Sol, quero que o meteoro compense as nuvens, o frio. Por quanto tempo isso ainda ?
' um girassol sem sol, um navio sem direção, apenas a lembrança do seu sermão '
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